o alto e o fundo
Tem hora de acelerar e hora de cair. No alto: menos sono, mais ideias, mais gasto, mais irritação ou euforia. No fundo: a depressão. Os dois fazem parte da mesma condição.
O nome é transtorno bipolar. Entre um tempo e outro pode haver um período estável.
A alta mais leve pode parecer um dom. Você rende, encanta, não sente cansaço. Dormir três horas e acordar disposto é um sinal, não uma qualidade.
A alta forte perde o freio: gastos, brigas, planos enormes, direção perigosa. Às vezes a pessoa acredita em coisas que não batem com o que está acontecendo.
A queda dói como uma depressão grave. Pensamento de morte pede o 188 hoje. Mudar de humor no mesmo dia, sozinho, não fecha o diagnóstico. Quem olha a duração e o conjunto de sinais é um profissional.
Exercício · faça agora
Marque o que está presente nestes dias. Nada fica salvo. Dois ou mais: fale com o seu médico hoje. Não mude a dose sozinho.
Fale com o seu médico hoje. Não mude a dose sozinho. Hoje à noite: deite no horário, sem bebida, sem decisão grande até amanhã.
Nenhum sinal marcado. Se a queda estiver no lugar da alta, a página de depressão e o 188 continuam valendo.
Com o corpo, esta noite: ponha o celular para carregar fora da cama. Deite no horário de sempre. Se a cabeça estiver acelerada, luz baixa e sem decisão grande até amanhã.
Primeira vez acelerado, uma recaída, gravidez, ou vontade de parar o remédio: psiquiatra, CAPS ou emergência. Na dúvida entre “estou bem demais” e “estou entrando em alta”, trate como alta até um profissional dizer o contrário.